Carnaval de Vitória celebra África, sincretismo, folclore e une multidão

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Publicado em 01 fevereiro, 2016 com Sem Comentários

Viviane Araújo arranca aplausos no Sambão do Povo (Foto: Mariana Carvalho/G1)

Viviane Araújo arranca aplausos no Sambão do Povo (Foto: Mariana Carvalho/G1)

Primeiro dia teve japoneses à frente de bateria, fé e respeito ao negro. Segundo dia, escolas do grupo especial desfilam no Sambão do Povo.

ba do Brasil, nesta sexta-feira (29) e sábado (30), no Sambão do Povo. No primeiro dia, entraram na avenida as agremiações Chegou o Que Faltava, Imperatriz do Forte, Independentes de São Torquato, Chega Mais, Andaraí, Tradição Serrana, Novo Império e Rosas de Ouro.

Já no segundo dia, desfilam Unidos de Barreiros, Unidos de Jucutuquara, Pega no Samba, Mocidade Unida da Glória, Unidos da Piedade e Independentes de Boa Vista.

SEGUNDO DIA

Transex Thalita Zampirolli na Boa Vista (Foto: Juirana Nobres/ G1)Transex Thalita Zampirolli na Boa Vista (Foto: Juirana Nobres/ G1)

Boa Vista
A Independente de Boa Vista, última escola a entrar no Sambão do Povo, por volta de 4h deste domingo (31), prendeu o folião até o fim da apresentação, o motivo, além do enredo, foi a participação de duas musas: a atriz Viviane Araújo e a transex Thalita Zampirolli. om o enredo “Festas e Folguedos: crenças, ritmos e sabores seculares do Espírito Santo”, a Boa Vistapercorreu as origens e a história da cultura genuinamente capixaba.

Dudu Nobre desfila pela MUG (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)Dudu Nobre desfila pela MUG (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)

MUG
A última campeã do Carnaval Capixaba, Mocidade Unida da Glória (MUG), entrou no Sambão do Povo e empolgou o público, na madrugada deste domingo (31). O cantor Dudu Nobre participou da apresentação e arrancou gritos e aplausos. A bateria da MUG também foi destaque, fez várias paradinhas, usou papel picado e coreografias como diferencial. Com crítica à política, a MUG prendeu vários em uma cela, inclusive Lula e Dima.

Bateria da Piedade (Foto: Mariana Carvalho/G1)Bateria da Piedade (Foto: Mariana Carvalho/G1)

Piedade
Campeã por 13 vezes do Carnaval de Vitória, a Unidos da Piedade cantou o passado, presente e futuro da Vila Rubim, famoso mercado localizado no Centro da capital. O desfile deste domingo (31) animou a arquibancada no Sambão do Povo.

Destaque da Pega no Samba (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)Destaque da Pega no Samba (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)

Pega no Samba
A história do naturalista capixaba Augusto Ruschi, contada em samba, animou o Sambão do Povo, em Vitória, na noite deste sábado (30). A Pega no Samba foi a escola responsável pela homenagem, que começou apenas 2h30 min após o sinal verde na avenida e terminou com 13 segundos de atraso.

Destaque da Barreiros (Foto: Bernardo Coutinha/ A Gazeta)Destaque da Barreiros (Foto: Bernardo Coutinha/ A Gazeta)

Barreiros
A Unidos de Barreiros, primeira escola a desfilar pelo grupo especial do Carnaval de Vitória, entrou na avenida com meia hora de atraso, neste sábado (30). A vermelho e branco de São Cristovão trouxe para o Sambão do Ponto a história de Martinho da Vila. O filho do homenageado participou da composição do enredo. A escola terminou dentro do tempo determinado, após 1h07min do início do desfile.

Rainha de Bateriada Jucutuquara (Foto: Bernardo Coutinha/ A Gazeta)Rainha de Bateriada Jucutuquara (Foto: Bernardo Coutinha/ A Gazeta)

Jucutuquara
A escola de samba sete vezes campeã, Unidos de Jucutuquara, a segunda a desfilar, animou o Sambão do Povo na noite deste sábado (30), em Vitória. A rainha da bateria colocou fogo na avenida e no final do desfile uma passista nua, apenas com tapa-sexo e purpurina, arrancou gritos e aplausos na arquibancada. A Jucutuquara cruzou a avenida dentro do tempo previsto, com o tempo de 1h04. Para concluir a apresentação no tempo correto houve correria no final da apresentação.

PRIMEIRO DIA

Ala da Chegou o Que Faltava (Foto: Marcelo Prest/ A Gazeta)Ala da Chegou o Que Faltava (Foto: Marcelo Prest/ A Gazeta)

Chegou O Que Faltava
A Chegou o que Faltava foi a primeira agremiação a passar pelo Sambão do Povo nesta sexta-feira (29), primeiro dia de desfiles do Carnaval de Vitória. A escola de Goiabeiras desfilou sob poucos olhares, já que as arquibancadas estavam vazias. Um carro quebrou e não chegou a entrar na avenida.

A escola de Goiabeiras, em Vitória, homenageou o ato heróico de caboclo Bernardo, que salvou 128 marinheiros de um naufrágio ocorrido em 1887.

Imperatriz do Forte levou a África ao Sambão do Povo (Foto: Marcelo Prest/ A Gazeta)Imperatriz do Forte levou a África ao Sambão (Foto: Marcelo Prest/ A Gazeta)

Imperatriz do Forte

A bateria da escola de samba Imperatriz do Forte levantou o público na noite desta sexta-feira (29), primeiro dia de desfiles do Carnaval de Vitória 2016.

Segundo a organização, por conta de alguns problemas a agremiação fez os preparativos para a apresentação no Sambão do Povo em 15 dias, mas essa correria não trouxe prejuízos nas fantasias e carros alegóricos.

A Imperatriz demorou cinco minutos para colocar o pé na avenida, e precisou acelerar no final do desfile.

São Torquato na avenida (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)São Torquato (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)

Independentes de São Torquato
O desempenho da bateria foi um dos pontos altos do desfile da Independentes de São Torquato, a terceira escola a passar pelo Sambão do Povo na noite desta sexta-feira (29). As paradinhas empolgaram o público, que vibrou ainda mais quando os ritmistas formaram um corredor para que um saci “de verdade” passasse entre eles.

A agremiação de Vila Velha levou o universo folclórico para a passarela do samba. As três alegorias representavam os contos e mitos presentes na cultura brasileira

Mestre-sala e Porta-bandeira da Chega Mais (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)Mestre-sala e Porta-bandeira da Chega Mais (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)

Chega Mais
A escola de samba Chega Mais desfilou sem a ala das baianas pelo Sambão do Povo na madrugada deste sábado (30), primeiro dia de desfiles do Carnaval de Vitória 2016. Segundo a diretoria, houve atraso na confecção das fantasias.

A agremiação homenageou Neguinho da Beija-Flor, que não compareceu ao desfile porque já tinha um show agendado.

O diretor Flávio Queiroz explicou que as baianas chegaram a ir ao Sambão, mas por causa do atraso, não puderam desfilar.

Brancas de Neve da Andaraí (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)Brancas de Neve da Andaraí (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)

Andaraí
A bateria da Andaraí também foi responsável por uma surpresa no meio da avenida. Antes de fazer o recuo, vestidos de anões, os ritmistas se misturaram às passistas, que estavam fantasiadas como Branca de Neve.

A escola foi a quinta a desfilar pelo Grupo A, entrou na passarela do samba já na madrugada deste sábado (30) e fechou o desfile com um atraso de um minuto e 31 segundos.

Com o enredo “Era uma vez”, a escola da comunidade Santa Marta, em Vitória, levou o mundo da literatura para avenida. Fábulas infantis e personagens memoráveis foram lembrados nas alas e nos carros alegóricos.

Tradição Serrana na avenida (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)Tradição Serrana na avenida (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)

Tradição Serrana
‘Animação’ é a palavra que define o desfile da escola de samba Tradição Serrana, na madrugada deste sábado (30), primeiro dia do Carnaval de Vitória 2016. A agremiação escolheu o congo como tema, para homenagear o ritmo de origem africana, mas os integrantes mostraram que tinham muito samba no pé. A novidade deste ano foi a presença de um ‘rei de bateria’, o japonês Yohgi Nakagima.

A agremiação da Serra usou a história do congo para nomear e organizar as alas. O ritmo é presente em festas tradicionais do município, como a dos Reis Magos, desfiles de blocos e as festas de diversos padroeiros.

Bateria da Novo Império (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)Bateria da Novo Império (Foto: Vitor Jubini/A Gazeta)

Novo Império
Com um samba-enredo forte e contagiante, a Novo Império fez o grito da África ecoar pelo Sambão do Povo na madrugada deste sábado (30). As paradinhas coreografadas da bateria também conquistaram os foliões.

A agremiação cruzou a linha amarela com um minuto e sete segundos de atraso.

A escola do bairro Caratoíra, em Vitória, exaltou a cultura africana, defendendo a liberdade religiosa e o respeito à diversidade de crenças. O povo quilombola também foi lembrado pela agremiação.

Desfile da Rosas de Ouro (Foto: Mariana Carvalho/ G1)Desfile da Rosas de Ouro (Foto: Mariana Carvalho/G1)

Rosas de Ouro
A Rosas de Ouro, última escola a cruzar a avenida do Sambão do Povo neste primeiro dia de Carnaval de Vitória, teve como tema a Insurreição de Queimado, pedindo respeito aos negros e às religiões de origem africana. A agremiação não apresentou atrasos.

Por ter sido a última escola, os integrantes desfilaram para arquibancadas e camarotes quase vazios.

Mesmo assim, não diminuíram a animação nas alas. Nos samba enredo e nas fantasias, a todo tempo havia referências religiosas aos orixás.

 

 

Fonte: G1

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