Com chuva de rosas, camisa do Flu e Furacão, Assis é enterrado em Curitiba

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Publicado em 07 julho, 2014 com Sem Comentários

10345819_710376789017607_6767973135205351672_nEx-jogadores como Chiquito e Tato, e o presidente do Flu, Peter Siemsen foram ao cemitério para prestar uma última homenagem ao ex-atacante. Assis tinha 61 anos.

Com as camisas do Atlético-PR e do Fluminense sobre o caixão, o ex-atacante Assis foi enterrado na tarde desta segunda-feira, no Cemitério Municipal Água Verde, em Curitiba. Famoso por ter formado o Casal 20 ao lado de Washington nos anos 80, o ex-atacante morreu às 5h30 (horário de Brasília) de domingo por falência múltipla dos órgãos, causada por uma infecção. Aos 61 anos, ele deixa mulher e dois filhos.

Assis, do Casal 20, é enterrado em Curitiba (Foto: Fernando Freire)Companheiros de futebol, amigos e familiares se despedem de Assis (Foto: Fernando Freire)

Várias pessoas que conviveram com o ex-jogador compareceram ao enterro. Entre elas estavam Chiquito, Deley, Elizeu, Flávio Pescoço, Nivaldo, Tobio, Tato e Lua. Atual presidente do Flu, Peter Siemsen também marcou presença e, inclusive, discursou. Antes, ele comentou sobre a perda e falou da convivência com Assis, que era funcionário do clube carioca:

– Convivi bastante com ele e ganhei um amigo. Uma pessoa que era de uma enorme simplicidade, uma simpatia, que atendia a todos e, ao mesmo tempo, vencedor. É o que a gente quer para o Fluminense, para o Brasil: pessoas simples, pessoas afáveis e pessoas vencedoras – afirmou Peter Siemsen, que chegou a Curitiba nesta segunda-feira e foi direto para o cemitério.

O filho do jogador também discursou. Na sequência, um helicóptero sobrevoou o cemitério e jogou várias pétalas vermelhas.

Assis, do Casal 20, é enterrado em Curitiba (Foto: Fernando Freire)Chuva de rosas marcou o adeus ao “carrasco” do Casal 20. Assis faleceu aos 61 anos(Foto: Fernando Freire)

Ídolo de Atlético-PR e Fluminense

O ex-atacante defendeu 11 clubes durante a carreira. No Atlético-PR, no início dos anos 80, ele formou dupla com o atacante Washington. Depois, ambos partiram para o Fluminense, onde marcaram 172 gols e ganharam o apelido de Casal 20. Pelo clube carioca, Assis conquistou o tricampeonato estadual (1983, 84 e 85) e o Brasileirão de 1984.

O ex-companheiro de Assis faleceu há 43 dias, no último dia 25 de maio. Washington sofria de esclerose lateral, uma doença degenerativa, e morreu em casa, aos 54 anos. Assis compareceu ao velório do ex-companheiro. Visivelmente abalado, não quis dar entrevista.

Assis também ganhou o apelido de “Carrasco” por brilhar em clássicos contra o Flamengo. O ex-atacante também passou por Francana, São José-TO, Inter de Limeira, Francana, São Paulo, Internacional, Pinheiros-PR, Paysandu e Paraná Clube. Ainda jogou pela seleção brasileira em dois amistosos em 1984, contra Inglaterra e Uruguai.

Médico explica morte de Assis

O médico e diretor clínico do Hospital Vita, onde Assis faleceu, Luiz Fernando Kubrusly, informou que o ex-atacante sofria de uma doença renal crônica. Antes de ser internado, ele fazia um tratamento em casa chamado de “‘diálise peritoneal  domiciliar”. O processo é semelhante à hemodiálise. A diferença é que  pode ser feito em casa, o que traz mais conforto para os pacientes em geral. Por conta disso, os riscos de infecção, conforme o médico, são mais suscetíveis. Assis ficou internado por 15 dias logo após adquirir uma dessas infecções, chamada de “peritonite”, que é uma inflamação do peritônio, o tecido fino que reveste a parede interna do abdômen e cobre a maioria dos órgãos abdominais.

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