Execução de jornalista americano choca o mundo

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Publicado em 21 agosto, 2014 com Sem Comentários

A família já confirmou a morte do repórter de guerra James Foley, raptado no norte da Síria no final de 2012, e decapitado pelo Estado Islâmico. Um segundo jornalista norte-americano continua nas mãos dos jihadistas.Uma imagem retirada do vídeo divulgado esta terça-feira mostra o repórter norte-americano momentos antes de ser executadoUm vídeo divulgado esta terça-feira na Internet, onde se vê um jornalista freelancer norte-americano a ser decapitado, está a chocar a América e o mundo. A execução foi reivindicada pelo Estado Islâmico (ex-Estado Islâmico do Iraque e do Levante) e registada em vídeo. Nas imagens que foram entretanto apagadas do Youtube e do Google – o mesmo destino tiveram as fotografias que mostram o jornalista momentos antes da sua morte – o repórter que tinha sido raptado há mais de ano e meio surge ajoelhado num local deserto não identificado. Na gravação, James Foley faz uma curta declaração, na qual condena as ações dos Estados Unidos no Iraque e acusa o Governo de Washington de ser o responsável pela sua morte.

“Desejava poder ter mais tempo. Desejava ter esperança na libertação, de ver a minha família uma vez mais, mas isso não irá acontecer. Acho que, apesar de tudo, gostaria de não ser americano.” Foram as suas últimas palavras. Segundos depois, um homem armado de rosto coberto, que se mantém de pé ao lado de Foley, exibe uma faca, identifica-se como membro dos extremistas islâmicos, e dirige-se diretamente ao Presidente norte-americano Barack Obama: “Qualquer tentativa de negar aos muçulmanos o seu direito de viver em segurança no califado islâmico resultará no derramamento de sangue do vosso povo”. O homem que proferiu esta frase terá um sotaque britânico, refere a BBC.

Foley é executado e a câmara mostra, então, um outro jornalista norte-americano, Steven Sotloff, cuja vida “depende da sua próxima decisão”, continuou o extremista, dirigindo-se ao Presidente dos Estados Unidos. Tudo indica que, por enquanto, a vida deste jornalista terá sido poupada. Sotloff foi raptado há cerca de um ano também no norte da Síria, perto da fronteira com a Turquia.

Um homem cauteloso e corajoso

Entretanto, a família de Foley já confirmou a sua morte. Numa mensagem publicada na página de apoio ao jornalista, no Facebook, a mãe Diane afirmou que “ele entregou a sua vida para tentar mostrar ao mundo o sofrimento do povo sírio”. Diane implorou ainda aos raptores que poupem as vidas dos restantes reféns: “Tal como o Jim, também eles são inocentes… Agradecemos ao Jim por todo o seu trabalho. Era um filho, um irmão, um jornalista e uma pessoa extraordinária.”

O repórter de guerra norte-americano James Foley estava desaparecido desde 22 de novembro de 2012 (Dia de Ação de Graças), após ter sido raptado na cidade de Binnish, no norte da Síria. Foley chegou à Síria nesse ano, para dar a conhecer ao mundo o conflito entre os rebeldes e o Governo sírio.

Michael Foley assegurou, num vídeo de apelo à libertação do irmão, em janeiro de 2013, que James era cauteloso quando viajava, teve formação em situações de risco e trazia sempre consigo dispositivos de localização. No entanto, o treino e a precaução de nada lhe valeram. Segundo o FBI, o jornalista foi raptado quando saía de um cibercafé, juntamente com um tradutor, que acabaria por ser libertado pouco tempo depois.

Quando não estava a escrever para o “Global Post”, a gravar um vídeo para a AFP, ou a trabalhar para o PBS “NewsHour”, era no seu blogue ao qual chamou “Um Mundo de Problemas” que narrava a guerra na Síria. Colegas jornalistas lembraram a sua coragem e generosidade. Antes de decidir dedicar-se ao jornalismo em meados da década de 2000, Foley integrou o programa “Teach for America”, através do qual deu aulas a jovens desfavorecidos.

Sarah Fang, ex-colega de Foley nos anos em que ambos lecionaram em Phoenix, recorda que o jornalista costumava prometer aos estudantes que os levaria ao parque de diversões de Phoenix Castles N’ Coasters se eles não faltassem às aulas. “Ele estava sempre disposto a ir onde mais ninguém queria”, disse Fang. “Jim sentia que a sociedade precisava de repórteres dispostos a testemunhar e a relatar o que está a acontecer em determinado momento. E a sua lealdade para com os colegas significava que ele queria estar com eles na linha da frente.”

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