Ferraço está fora da disputa à presidência da Assembleia

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Publicado em 25 janeiro, 2017 com Sem Comentários

O deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) está fora da disputa à presidência da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

O deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) saiu da reunião com o governador Paulo Hartung (PMDB), na tarde desta quarta-feira (26), anunciando que não será mais candidato a presidente da Assembleia.  O deputado apresentou uma espécie de prestação de contas ao governador e garantiu que não disputará o quarto mandato à frente da Casa. Ele avisou ainda que deixará o cargo antes da eleição na próxima semana que definirá a nova Mesa Diretora para o biênio 2017/2018.

Além de Hartung e Ferraço, participaram do encontro a vice-presidente da Mesa Diretora, Luzia Toledo (PMDB), o primeiro secretário, Enivaldo dos Anjos (PSD), e o secretário-chefe da Casa Civil, José Carlos da Fonseca Júnior, o Zé Carlinhos. Ferraço apresentou ao governador o balanço de 2016, exaltando a economia de R$ 20 milhões. Dinheiro que foi devolvido ao governo do Estado, deixando transparecer que a Casa foi tão austera que o próprio governo, que apresentou em dezembro superávit de R$ 40 milhões.

Depois do balanço, o deputado afirmou que não é candidato a presidente da Casa e que seus planos são de entregar o cargo à vice-presidente Luzia Toledo (PMDB) para se dedicar à disputa na Câmara dos Deputados. Em Brasília, seu correligionário, Rodrigo Maia (RJ), disputa a reeleição com certo favoritismo. Ele pretende ajudar a mulher, Norma Ayub(DEM), que assumiu recentemente a suplência na bancada capixaba, na vaga de Max Filho (PSDB), eleito prefeito de Vila Velha.

Ferraço disse ainda que se for necessário reassume o posto na Assembleia para conduzir a eleição da Mesa Diretora, mas reafirmou que suas atenções agora estão voltadas para o mandato da mulher. O governador nada teria dito sobre a decisão de Ferraço. Sobre a saída repentina, a deputada Luzia Toledo disse que ainda vai tentar demover o presidente da Assembleia de se afastar imediatamente do cargo. A deputada quer que Ferraço conduza a eleição. Mas essa não deve ser uma tarefa fácil.

O desfecho do caso deixa o caminho livre para o vice-líder do governo na Casa, ErickMusso (PMDB), que passa a ser o favorito na eleição da próxima semana.

A maneira como Ferraço anunciou sua saída deixa transparecer a mágoa do deputado, que alerta: mesmo na planície, vai “vigiar”, o que parece ser um recado tanto para os deputados quanto para o governo do Estado. Diante da imprevisibilidade do demista, a engenharia de remoção do deputado da presidência pode trazer dor de cabeça no futuro, tendo reflexos diretos na eleição de 2018.

Nos bastidores, a saída de Ferraço da disputa era dada como certa. Ele ainda tentou alguns últimos movimentos e esperava que o governador entrasse em campo para tentar impor seu nome ao plenário, mas a manobra não funcionou. Até porque, o nome de Erick Musso, além de consolidado no plenário, não tinha a objeção do Palácio Anchieta.

Nos últimos dias, se desmontou nos bastidores da Casa a ideia de que Ferraço seria um “protetor” dos deputados. O não atendimento às emendas dos parlamentares no Orçamento e 2016 foi um dos pontos determinantes para essa desconstrução. Para alguns parlamentares, Ferraço estava atuando mais como um “atravessador” nas conversas com o governo do que como mediador dos parlamentares. A queixa geral era que Ferraço só se preocupava com as demandas dele.

A concentração de poder, a partir da ascensão de Norma Ayub (DEM) à Câmara dos Deputados, teria sido a gota d’água para os parlamentares, que viram o presidente acumular ganhos enquanto os deputados ficavam cada vez mais desgastados em suas bases. Já incomodado com a concentração de poder na mão de Ferraço e das cutucadas esporádicas no Palácio Anchieta, Hartung deixou a rejeição de Ferraço ganhar força na Casa, enquanto seu aliado se consolidava, sem que ele precisasse deixar a digital do Executivo no desfecho da sucessão na Assembleia. Hartung irá poder dizer de boca cheia que não houve nenhuma ingerência do Palácio Anchieta na escolha da nova Mesa Diretora da Assembleia.

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