Sem mencionar rivais, Marina critica ‘tolerância zero com corrupção e uns 300 anos de Lava Jato no palanque’

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Publicado em 04 setembro, 2018 com Sem Comentários

Em sabatina promovida por ‘Folha e S.Paulo’, UOL e SBT, candidata da Rede à Presidência da República criticou alianças política que não têm como base programa de governo.

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, classificou nesta terça-feira (4) como “incoerente” um candidato que afirma ter “tolerância zero com corrupção e ter pelo menos uns 300 anos de Lava Jato no palanque”.

Sem citar nomes de adversários, a presidenciável criticou alianças políticas que não são feitas com base em programas de governo, mas com a preocupação de somar tempo de propaganda eleitoral.

“É muito incoerente você dizer: tolerância zero com corrupção e ter pelo menos uns 300 anos de Lava Jato em cima do palanque”, afirmou Marina Silva em sabatina promovida pela Folha, UOL e SBT. O primeiro a ser entrevistado na rodada de sabatinas foi o candidato do PDT, Ciro Gomes.

A legenda de Marina, a Rede, fez coligação apenas com o PV, somando 21 segundos de inserção por bloco de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, foi o que garantiu o maior tempo de TV, de 5 minutos e 32 segundos, após fechar a mais ampla aliança da eleição, contando com o apoio de PP, PR, PTB, PPS, DEM, PRB, Solidariedade e PSD, conhecidos como Centrão. Diversos integrantes desses partidos são investigados pela Operação Lava Jato.

A candidata Marina Silva em entrevista em São Paulo, após sabatina promovida pela Folha, UOL e SBT (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)

A candidata Marina Silva em entrevista em São Paulo, após sabatina promovida pela Folha, UOL e SBT (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Governabilidade

Crítica ao presidencialismo de coalizão, Marina Silva disse que não teme ficar com o governo paralisado diante da eventual falta de apoio no Congresso Nacional para aprovar matérias de interesse do Planalto.

Ela ressaltou que pretende manter diálogo aberto com o parlamento, mas que não irá se render ao Centrão, grupo de partidos geralmente com peso para ser o fiel da balança em determinadas votações no Legislativo.

“Ou você se rende a esses partidos, se rende ao Centrão – e olha que estou usando a palavra rende porque ela rima com outra coisa – ou você não vai conseguir governar? Não podemos nos conformar com isso. O que levou o Brasil para o fundo do poço foi isso”, afirmou Marina Silva.

Ainda sobre a questão da governabilidade, disse que não irá “entrar na lógica de que os partidos são os donos dos blocos, dos parlamentares”.

Destacou a importância das siglas, mas ponderou que elas precisam se “reinventar” e “tirar do banco de reserva seus melhores quadros e colocá-los em cena para melhorar o país”.

“Não estou desconsiderando os parlamentares, mas dando oportunidade para, em cima do programa, em cima de princípios e valores, fazer alianças pontuais, mas não pode ser toma lá, dá cá”, afirmou.

Ela acrescentou que, se algum parlamentar quiser vender seu voto, irá denunciá-lo. “Se alguém vier me dizer que só vai votar se eu tive que pagar pelo voto dele, eu vou denunciar”, disse.

Áreas sociais

Marina Silva também detalhou propostas em outras áreas, como saúde, educação e segurança. No setor educacional, defendeu que o governo federal priorize investimentos na primeira infância, que são os primeiros anos de vida das crianças até os seis anos de idade, e na capacitação continuada de professores.

Na saúde, prometeu fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a formação de médicos generalistas para levar profissionais a áreas mais distantes do país.

A presidenciável defendeu a integração das polícias por meio da implementação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) para lidar com a atuação das facções criminosas nos estados.

FONTE: G1

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