O Brasil ganhou sem o Pelé em 1962, e tem tudo para ganhar sem o Neymar em 2014

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Copa_do_Mundo_Figurinhas_e_Figuroes_f_010Quando a notícia chegou, de que Neymar não jogaria mais a Copa do Mundo de 2014 o pensamento de muitos torcedores brasileiros foi de desanimo e de um sentimento compartilhado por milhares de pessoas nas redes sociais, de que: “Perdemos a Copa”.

Quero fazer com que os meus leitores voltem ao ano de 1962, no Mundial disputado no Chile, quando Pelé se machucou no segundo jogo e foi substituído por Amarildo, os brasileiros também pensavam como hoje, a tristeza tomou conta de todos, mas naquela Copa do Mundo, o substituto de Pelé foi peça chave para a conquista da seleção.

AEAB3C1FE57F9B2DC805532655961O jogador que for escolhido para substituir o atual camisa 10 da Seleção, tem que ter orgulho de jogar e esquecer que está entrando no lugar do craque da equipe. O jogador deve ter a tranquilidade para entrar no lugar de Neymar, e tentar jogar coletivamente como não vimos o Brasil atuar nesta Copa.

Em sua primeira partida em 62, Amarildo fez uma grande atuação, marcando os dois gols do Brasil na vitória contra a Espanha. Ele ainda marcou o primeiro gol do título do Brasil na final contra a Tchecoslováquia. Quem é que vai entrar não interessa. Interessa é que quem entrar no lugar dele mostre todo o potencial e faça o melhor.

Pelé deixou o campo contundido no 2º jogo do Brasil na Copa do Mundo
Pelé deixou o campo contundido no 2º jogo do Brasil na Copa do Mundo 1962

Afirmo que o Brasil tem condições de ser campeão da Copa do Mundo mesmo sem o principal jogador. Para isso basta jogar coletivamente como uma equipe de futebol deve jogar. Tomamos como exemplo a nossa adversária, que não têm nenhum craque, mas apresenta um futebol competitivo pelo seu jeito coletivo de jogar. Muitas das vezes, os jogadores do Brasil que tem qualidade não aparecem, por tentar jogar sempre com o craque.

Quem entrar e tiver a missão de substituir o Neymar, tem que fazer à altura. Quem sabe o time não melhora sem o Neymar? Quem sabe o futebol coletivo apareça neste momento importante. O Brasil ganhou sem o Pelé em 1962 e pode ganhar sem o Neymar, seria épico e maravilhoso surgir novamente um novo Amarildo. Temos a chance de apagar uma mancha negra que paira sobre o Maracanã desde 1950. Por isso, o Brasil tem que lutar com ou sem o craque.

Vamos jogar por Neymar, mas vamos jogar também por Barbosa e pelos outros craques brasileiros de 1950.

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