Prefeito de Marataízes quer julgamento de ações para reverter afastamento do cargo

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Doutor Jander está afastado há 14 meses por ordem judicial; tucano critica promotoria e afirma inocência em casos de corrupção.

24012014_doutor_jander_divulgaO prefeito de Marataízes (litoral sul do Estado), Jander Nunes Vidal (PSDB), afastado do cargo por ordem judicial há 14 meses, quer o julgamento das sete ações de improbidade movidas contra ele. O tucano criticou ainda a promotoria local, que teria se baseado em depoimentos de adversários políticos para o ajuizamento dos processos. Doutor Jander criticou a imposição de medidas cautelares que o proíbe de conversar com servidores municipais e até de ser aproximar de prédios públicos. “Uma medida no mínimo constrangedora”, classificou.

“É uma prisão domiciliar, já que não posso procurar a prefeitura nem para me defender. Não posso conversar com qualquer vereador, mesmo por via indireta. Fica claro que é um cerceamento de defesa”, avaliou o tucano, que acredita no julgamento de recursos em tramitação no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). “Acredito na justiça e confio na minha inocência. A população está sendo a maior prejudicada, pois fui eleito para um mandato de quatro anos e estou afastado do cargo por 14 meses”, declarou.

Sobre as acusações feitas pelo Ministério Público Estadual (MPES), o tucano afirma que não há comprovação das irregularidades em procedimentos licitatórios e contratos públicos. Para ele, não houve dolo (culpa) ou má-fé nos atos questionados. Doutor Jander é acusado de comandar um esquema de fraudes, que vão desde a contratação de abastecimento, merenda escolar e projetos para obras. “Todas as obras foram entregues e dentro do valor de mercado”, garantiu.

No início do ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o afastamento do prefeito, porém, limitou a prorrogação da medida por mais 120 dias – na época, já haviam se passado 180 dias do afastamento inicial, em junho do ano passado. Na ocasião, o então presidente da corte, ministro Félix Fischer, considerou que a decisão definitiva sobre o retorno ou não do prefeito cabe ao Judiciário estadual. Das quatro decisões pelo afastamento, somente duas seguem em vigor devido ao fracionamento das ações contra o tucano.

Desde o primeiro afastamento do tucano, a prefeitura de Marataízes está sendo comandada pelo vice-prefeito Robertino Batista da Silva (PT). Sobre a gestão do interino, Doutor Jander afirma que o município está parado. “A única coisa que ele fez foi shows. O que funciona é o serviço de limpeza pública. Essa situação gera insegurança jurídica e política”, garantiu o afastado, que acabou sendo absolvido por um voto do processo de cassação aberta pela Câmara dos Vereadores.

 

Fonte: Século Diário